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Tudo sobre o uso do Biofeedback na Fisioterapia Pélvica

O uso do Biofeedback na Fisioterapia PélvicaMuitos pacientes procuram a Clínica Urobecken com dúvidas de como é a fisioterapia pélvica com Biofeedback e quais tratamentos podem ser realizados com este equipamento.

Pensando em facilitar o esclarecimento, publicamos este artigo respondendo as seguintes dúvidas:

  1. O que é, e como funciona o aparelho Biofeedback na Fisioterapia Pélvica?
  2. Quais os benefícios do Biofeedback no tratamento do assoalho pélvico?
  3. Quais disfunções e sintomas podemos tratar com Biofeedback?
  4. Quais os tipos de Biofeedback utilizados na Fisioterapia Pélvica?

Antes de iniciarmos, é importante saber que existem algumas variações do termo “Biofeedback” utilizados na área da saúde. Realizamos uma análise no google e os principais termos pesquisados foram:

  • Fisioterapia com Biofeedback
  • Biofeedback para o assoalho pélvico
  • Biofeedback Perineal
  • Biofeedback Anorretal
  • Biofeedbak emg
  • Biofeedback manométrico
  • Biofeedback eletromiográfico

Independente da variação do termo utilizado na sua pesquisa ou prescrição, não se preocupe. Se o assunto é Biofeedback e fisioterapia você está no lugar certo.

 

O que é e como funciona o aparelho de Biofeedback na Fisioterapia Pélvica?

Na fisioterapia pélvica, chamamos de Biofeedback o aparelho utilizado para captar informações da musculatura do assoalho pélvico e transformar em informações visuais e sonoras para o fisioterapeuta e o paciente. Estas informações estão relacionadas principalmente com a capacidade de contração e relaxamento da musculatura da região. Um aparelho de Biofeedback moderno é capaz de captar as informações da musculatura através de um eletrodo posicionado na região do períneo e disponibilizar em tempo real estas informações para o paciente em forma de ilustrações na tela do computador. Estas ilustrações podem ser na forma de curvas, gráficos e até mesmo jogos.

 

Quais os benefícios do Biofeedback no tratamento do assoalho pélvico?

Conforme a queixa do paciente, podemos prescrever diferentes protocolos de Biofeedback de acordo com os diversos benefícios do aparelho, entre eles podemos destacar

  • Avaliação mais precisa da musculatura do assoalho pélvico
  • Aumento da consciência e percepção muscular
  • Facilitação do relaxamento do assoalho pélvico
  • Potencialização do fortalecimento muscular
  • Possibilidade de um tratamento mais lúdico e agradável

Quais disfunções e sintomas podemos tratar com Biofeedback?

O Biofeedback é um dos aparelhos mais importantes da fisioterapia pélvica justamente porque está presente no plano de tratamento de diversas disfunções do assoalho pélvico e seus sintomas, os principais são:

Incontinência Urinária de Esforço e/ou Urgência:

A musculatura do assoalho pélvico serve como um esfíncter da uretra (canal por onde sai a urina), portanto em ambos os tipos de incontinência urinária, o biofeedback é importante para facilitar o reconhecimento e o fortalecimento deste mecanismo para evitar a perda de urina.
Leia também: “4 coisas importantes sobre incontinência urinária”

Incontinência Urinária Pós Prostatectomia:

É comum a cirurgia para retirada da próstata causar lesão no esfíncter interno da uretra aumentando o trabalho e a importância do assoalho pélvico no mecanismo de controlar a urina. Assim como na incontinência urinária feminina, o biofeedback atua no reconhecimento e fortalecimento desta musculatura.
Leia também: “2 sintomas comuns após a retirada da próstata”

Bexiga Hiperativa:

A bexiga hiperativa é caracterizada por contrações indesejadas da musculatura da bexiga normalmente identificadas durante a avaliação urodinâmica. O principal sintoma é a urgência miccional podendo ou não estar associada à perda de urina. O tratamento baseia-se em técnicas para inibir estas contrações involuntárias e fortalecer o assoalho pélvico, sendo o Biofeedback um dos recursos utilizados.
Leia também: “tudo sobre Bexiga Hiperativa”

Dispareunia / Vaginismo / Vulvodínia / Dor pélvica

A dispareunia é a dor durante a relação sexual e duas causas comuns deste sintoma entre mulheres são o vaginismo e a vulvodínia. Em ambas as situações assim como na dor pélvica crônica é muito importante reconhecer a contração e o relaxamento da musculatura do assoalho pélvico, principalmente no vaginismo. Isto porque o vaginismo é caracterizado por contrações involuntárias da musculatura, estas contrações intensas causam dor e muitas vezes impedem a penetração. O biofeedback é muito importante para a paciente identificar as contrações involuntárias e treinar o relaxamento da região.
Leia também: “ 5 dúvidas de mulheres que sentem dor na relação”

Incontinência Fecal:

O elevador do ânus é o principal músculo do assoalho pélvico e está diretamente ligado ao mecanismo de conter as fezes. Por tanto o Biofeedback irá atuar no reconhecimento e fortalecimento desta musculatura. A falta de coordenação da musculatura também pode causar uma defecação incompleta e posterior escape de fezes, sendo o Biofeedback também importante neste tratamento

Constipação Crônica / Anismo:

Ao contrário da incontinência fecal, a constipação crônica e o anismo podem estar relacionados com a dificuldade de relaxamento do músculo elevador do ânus ou falta de coordenação durante o ato de evacuar. Através do biofeedback podemos identificar e tratar estas dificuldades além de treinar o ato de evacuar da maneira correta

Enurese Noturna:

Este sintoma é caracterizado pela dificuldade ou incapacidade de controlar a urina durante a noite e geralmente é observado em crianças.

O Biofeedback é o aparelho mais indicado para este tratamento visto que ele aumenta a capacidade de conter a urina através de protocolos lúdicos, o que facilita a abordagem e a adesão por parte das crianças.

Preparação perineal para o parto:

O Biofeedback atua na preparação para o parto através da conscientização da musculatura que deverá estar relaxada e alongada durante o parto normal. O tratamento também pode ser recomendado para prevenir a incontinência urinária no período pós-parto, independente se realizado parto normal ou cesária.

 

Quais os tipos de Biofeedback utilizados na Fisioterapia Pélvica?

Os dois principais tipos de Biofeedback utilizados são:

Biofeedback EMG (eletromiográfico)

Através da eletromiografia, este aparelho realiza a captação da atividade elétrica da musculatura do períneo. O Eletrodo responsável pela captação pode ser no formato de um adesivo de superfície ( posicionado na pele ) ou no formato de uma sonda intracavitária (posicionada no canal da vagina ou no ânus ). Este é o Biofeedback mais moderno da fisioterapia pélvica.

Biofeedback Manométrico:

O Biofeedback manométrico realiza a captação da pressão exercida na região do assoalho pélvico. O acessório responsável pela captação é uma sonda de látex inflada no canal da vagina ou ânus.

Ambos os aparelhos são importantes na fisioterapia pélvica e como já citado podem ser utilizados nos principais sintomas. A grande vantagem do Biofeedback EMG é que possibilita a realização do tratamento sem a necessidade da introdução de sonda interna, o que pode facilitar a abordagem, principalmente em patologias que o paciente apresenta dor, tais como vaginismo, vulvodínia, anismo, dor pélvica, enurese noturna, entre outras.

Vale ressaltar que o Biofeedback é muito importante nos sintomas citados, porém não é o único aparelho que deve ser utilizado. A combinação de recursos durante as sessões de fisioterapia pélvica é o caminho para atingir os objetivos necessários para o sucesso no tratamento.
Leia também: “3 fatores cruciais para o sucesso do tratamento de fisioterapia pélvica”

 

Caso você tenha ficado com alguma dúvida, não deixe de realizar seu questionamento nos comentários ou através do Whatsapp, responderemos o mais breve possível.

3 comentários em “Tudo sobre o uso do Biofeedback na Fisioterapia Pélvica”

    • Bom dia, O biofeedback e a eletroterapia também podem ser utilizados no tratamento de queixas associadas à doença de Peyronie mas não são os principais recursos. Os recursos mais utilizados são o aparelho de vácuo na fase de modelação e o aparelho de ondas de choque.
      Att
      Juliano Silveira

      Responder

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