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Sou cristã e tenho vaginismo. E agora? Diário do meu Vaginismo

Por muito tempo foi difícil encontrar informações e depoimentos de mulheres com vaginismo ou outras causas de dor na relação (dispareunia). Embora a internet tenha proporcionado maior espaço para o assunto, ainda encontramos dificuldade em abordar alguns aspectos da sexualidade feminina respeitando a religiosidade de cada paciente.Sou cristã e Tenho Vaginismo. Dor na relação, Religião Evangélica

 

Por isso é com muita gratidão que contamos mais uma vez com a colaboração da Israeli, uma mulher cristã e corajosa que tem ajudado muita gente através do “Diário do meu Vaginismo”. Ela irá compartilhar sua experiência sobre o vaginismo, suas crenças religiosas e sexualidade no casamento.

Seja bem vinda novamente Israeli, sempre bom ter você por aqui

Tudo é pecado? A resposta correta é não!

“Precisei ressignificar algumas coisas que carreguei durante toda uma vida até iniciar minha vida sexual e me deparar com o vaginismo.

  • Percebi que nem tudo é pecado, como a religiosidade prega.
  • Entendi que se eu e meu marido concordamos em algo no âmbito sexual, está tudo bem.
  • Buscamos orientações com uma terapeuta de casal e assistimos muitos ensinamentos com profissionais qualificados que falassem no mesmo sentido da nossa fé. 
  • Levamos algum tempo para aprender a quebrar construções erradas que fizemos em torno da sexualidade no nosso casamento.
  • Foi difícil? Foi e está sendo, mas tudo é válido, tudo é aprendizado. 

Para mulheres ETs que são cristãs este assunto é bem tenso! Precisei abrir minha caixinha do conhecimento e ver que a sexualidade entre um casal cristão depende do que eles querem, do que os “dois” se sentem bem.

A pergunta que eu mais recebo: como tu e teu marido namoram por causa do vaginismo?

Ah amiga, são tantas opções (rs). E não é pecado explorar teu corpo, deixar que teu marido te toque, mostrar para ele o que te dá prazer ou não, mas você precisa FALAR ou vai ser infeliz nesta área para sempre. Para chegar neste ponto, nós fizemos terapia de casal (como falei acima) e terapia individual também. Ainda não está tudo resolvido, estamos com bastantes dificuldades em alguns pontos ainda, mas como sempre digo:

“No vaginismo, vale muito mais a empatia do teu parceiro do que o amor dele por ti.”

Desta vida, o que fica é o bem que fazemos um ao outro e eu e meu marido, estamos dia-a-dia plantando coisas lindas em nosso casamento, tendo paciência e amor, com faíscas? Sim! Pois não somos perfeitos mas sabemos do propósito que temos um com o outro e digo de coração aberto, que o vaginismo, algo que afeta nossa vida íntima, consolidou e afirmou nosso amor mais ainda um pelo outro.

E que venha minha cura, nossa cura, pois somos um.

 

Israeli - Diário do meu Vaginismo. Depoimento de uma história real sobre dor na relação

Israeli Autora do “Diário do meu Vaginismo” . (clique aqui para acessar o perfil do instagram @diariodomeuvaginismo_)

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