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Como usar a Bomba Peniana (aparelho de vácuo) após a Cirurgia da Próstata?

A dificuldade de ereção é uma das principais queixas entre homens que foram submetidos à Prostatectomia Radical (cirurgia para retirada da próstata). Neste artigo o dr Juliano Silveira, diretor da clínica Urobecken, irá abordar o papel do Aparelho de Vácuo (Bomba Peniana) no tratamento da disfunção erétil após prostatectomia e como o aparelho pode ser utilizado.

Disfunção Erétil após Retirada da Próstata

Embora os estudos ainda mostrem uma variabilidade muito grande na prevalência de homens que apresentam disfunção erétil após a prostatectomia radical, é possível afirmar que grande parte dos pacientes relatam alguma dificuldade de ereção espontânea no período pós-operatório da cirurgia para retirada da próstata. Isso se dá devido à neuropraxia dos nervos cavernosos (alteração temporária na função dos nervos responsáveis pela ereção) que é normal acontecer mesmo nas técnicas cirúrgicas mais modernas como o caso da cirurgia por vídeo ou robótica.

Qual a importância do tratamento para disfunção erétil logo no período pós-operatório de prostatectomia radical?

Devido ao processo pós-operatório é normal que os pacientes não pensem em ter relações durante um período após a cirurgia da próstata, porém é importante dar início ao tratamento para disfunção erétil assim que possível para evitar que a alteração transitória da inervação do pênis não acarrete outros problemas como disfunção endotelial, fibrose e oclusão venosa. Em palavras mais simples é importante preparar a vascularização do pênis enquanto os nervos se recuperam.

Como é o tratamento para recuperar a ereção após a cirurgia da próstata?

Normalmente o médico urologista responsável pelo acompanhamento do paciente prescreve um medicamento de baixa dosagem para estimular o fluxo sanguíneo no pênis diariamente e assim evitar as alterações já citadas anteriormente

Qual a Importância de associar a Bomba Peniana ao tratamento?

Hoje já se sabe que é importante ter algumas ereções ou semi ereções mesmo que não espontâneas para recuperar a função erétil. Normalmente a baixa dosagem da medicação diária prescrita não é suficiente para promover essas ereções nas primeiras semanas após a cirurgia. Então o papel do Aparelho de Vácuo (bomba peniana) é realizar uma ereção mecânica para aumentar o fluxo de sangue na região do pênis estimulando as células endoteliais dos vasos além de prevenir a oclusão venosa e a formação de fibroses.

Como utilizar o aparelho de Vácuo Funciona?

Existe diversas forma de utilizar o vácuo por isso é importante conversar com seu urologista ou fisioterapeuta pélvico para identificar o melhor método a ser utilizado. Um dos métodos mais utilizados nos pacientes submetidos à prostatectomia radical é o Intermitente que consiste de 5 vezes de 2 minutos de vácuo cada e intervalo de 30 segundos, ou seja:

Após Introduzir o pênis no tubo de acrílico de forma bem vedada para não permitir a entrada de ar,  o paciente irá acionar o mecanismo de vácuo para puxar o sangue para o pênis até que ocorra uma ereção mecânica e indolor (respeitar o limite confortável). Após atingir o limite desejado é recomendado manter o vácuo durante cerca de 2 minutos. Em seguida é necessário acionar o mecanismo de liberação do vácuo e aguardar 30 segundos para repetir o processo por mais 4x.

Bomba Peniana para evitar a retração do Pênis
Por fim, outro motivo para a utilização do aparelho de vácuo logo após a cirurgia é a retração peniana. Este aparelho é vendido na internet muitas vezes com a promessa enganosa de aumentar o tamanho do pênis o que realmente não é possível, porém ele pode ajudar a evitar ou diminuir a retração secundária do pênis através dos mecanismos já comentados no texto   

“Além do vácuo existem outros recursos da fisioterapia pélvica na recuperação da função sexual masculina após a cirurgia da próstata, como a Eletroestimulação e o Biofeedback.   Espero ter contribuído de alguma forma e fico à disposição para ajudar no que for preciso! Um abraço”

Dr Juliano Silveira

Dr Juliano Silveira
Diretor da Clínica Urobecken, Mestre em Fisiopatologia Clínica e Membro da Associação Brasileira de Fisioterapia Pélvica.

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